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Mostrando postagens de 2009

UMA ANDORINHA SÓ NÃO FAZ VERÃO

Um dia tive duas andorinhas Que belas eram elas Amáveis, receptivas, dadas aos outros Embora não vivessem em gaiolas Tinha-as como se fossem minhas Eu as amava tanto Que nem mesmo sabia a profundidade Elas me fizeram bem Trouxeram a mim tudo que é bom Tanto me cativaram Que aos seus encantos me dobrei Por vezes ficava triste Ao ver-las partir de tempos em tempos Partiam para cumprir sua missão Pois a andorinha tem que ser livre O seu limite é o céu E nele desliza com beleza e sem estresse Sem esforço Seu limiar é até onde o vento lhe leva Em terras longínquas Conhecendo diferentes povos e culturas A tudo observando Em tudo dando graças E nessa prisão construída na liberdade Recheada de vários portos A muitos cativou A muitos recheou de graça Eu fui um deles Afável andorinha Doou de si Doou da vida Ensinou a nada se apegar E com isso mostrou simplicidade Eu fui um dos que assisti a esse espetáculo Sim, eu fui um desses que tanto recebi Como se já soubesse que da andorinha pertence o céu...

EU SOU O CARA QUANDO ESTOU CONTIGO!

Do pai o primeiro Da mãe só mais um Da tia o "bacorote" Do irmão o "sonçu" Da irmã o invejoso Da primeira escola o baixinho Da segunda o baixinho também Dos primos o "taubinha" Da sala de aula, muitas vezes o número 24 Da bola o trapalhão Da educação física, a superação Da bicicleta, o azarado Do primeiro automóvel, o certinho e bobo! Do segundo, o apressado Do terceiro, enfim acertei! Da primeira casa, ufa! quase que não sai! Da segunda, por muita insistência! Da terceira, que cabeça dura, ein? Da primeira namorada, totalmente platônica! Da segunda, ainda platônico! Da terceira, que droga... platônico, não agüento mais! Da quarta, que fora! Da quinta, a preocupação dos pais! Da sexta e última, "o fora" virou oportunidade! Da primeira gravidez, a moça do pai, a Brenna Da segunda, veio o espírito forte do Guiga Da terceira, o amor em pessoa do Ítalo A primeira grande dificuldade, O trabalho A segunda, Não conseguir estar em casa quando se quer A ...

A PREGUIÇA

Cinco horas De manhã O azul do céu a cintilar Cai o orvalho Como se fosse chuva Vem aliviar o calor Horrendo chuveiro Entre os espinhos me chacina Molho o corpo pra alertar Apinhado de cheiro me vejo agora Depressa corro e me arrumo Como é difícil o lidar Olho no canto E te vejo ali Tão cansada do dia-a-dia No meio da preguiça matinal Encanto belo da menina Que se fez vida em mulher Espreguiçando até tremer Você geme, que dor!? Não há mais nada a fazer É preciso lidar Já vou no segundo café Quando você se levanta Cheia de ginga de preguiçosa A passos curtos segue ao banho Pena dá! e muita! Mas precisamos continuar Após a chuveirada O frio vem Vem sem graça, mas faz bem Bem depressa pra acordar Pois é preciso lidar Cama companheira Preguiça ardilosa Quem mediria os teus encantos? Quem resiste aos teus prantos Tuas carícias são profundas Nuanças mil de um sonho bom É pesar de mil almas Sair da tua companhia É loucura da vida de ultimamente Essa vida de lidar

O Fim do Final de Semana

Dormi cansado e acordei mais ainda O desanimo me rodeia A preguiça me corrói as forças A lerdeza é minha companheira E a molúria minha irmã Fui dormir bem depois da meia noite São 05:00h da manhã e vejo que o final da semana acabou Com o corpo alquebrado, não tenho forças para lançar fora minha lassidão O sol já aparece na janela E ele grita forte: Levanta ó preguiçoso Depois de bocejar alguns segundos, vejo que o frio da noite me pegou de jeito O chão parece mais um bloco de gelo As chinelas parecem congelar meus pés Chegando ao banheiro vejo que o chuveiro ri para mim com gargalhadas malignas São gritos de horror que surgem da mais pura friagem que alguém já viu Meu algoz não perdoa e com chicotadas frígidas ele espedaça meu corpo Grito, corro, volto, pulo, gemo e nada me socorre Diante do meu desespero, como última esperança, vejo meu anjo da guarda Minha toalha já velha e surrada chama por mim Meio que sem jeito, devido à friúra, corro para meu socorro e com prazer me atiro aos se...

Mundo Globalizado e o Samaritano

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Mundo globalizado. Um termo da moda. "Mundo" como palavra já significa em si um conglomerado. Mundo é junção de gente, raças, povos, tudo e todos. Mundo é como um coletivo. Globalização já é mais atual. É gente de lá e de cá, interagindo, comprando, vendendo, viajando. É trânsito de gente, de mercadorias, de informações, de dados. É a volta da aldeia, da aldeia global! Onde não há mais barreiras, onde tudo está próximo! Compro um tênis da Nike. O Tecido veio da China. A borracha do Brasil. Mas a montagem foi em Honduras. Depois exportado para os Estados Unidos. Comprado pela internet numa loja que fica na Inglaterra. Viajou por um avião da Emirates e entregue na minha casa, aqui em Fortaleza! Tudo interligado, interessante, não é? Quanta gente trabalhando pra que tudo dê certo! Quanta sinergia! O mundo globalizado é assim! Vários subsistemas integrados para realizar uma tarefa complexa! Mas pense comigo, atrás de tudo isso, de tanta tecnologia tem gente de carne e osso, como ...

Vixe quanto eu te amo!

Vixi quanto te amo! Te amo calado Te amo falando Te amo na boa Te amo brigando Te amo bonito Te amo tristonho Te amo sentindo Te amo enfadonho Te amo no bom e no ruim Te amo no aprisco e no jardim Te amo na lama e no caldo Te amo descalço e até calçado Te amo de lá Te amo de cá Te amo rindo Te amo chorando Te amo grunindo Te amo cantando Te amo Amo! Amo-te!

O bom e bonito Cearês

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Ser do Ceará é uma coisa única! É quase inexplicável, pois existe toda uma magia-segredo (não magia-engodo) no ser cearense. Esse "ser" não é somente para os que nasceram aqui não... mas para todos que de coração renasceram nas águas claras que banham as praias cearenses. Isso sem falar no bom humor clássico, pois como é sabido a muito tempo, somos os maiores exportadores de humoristas do mundo! E como se não bastasse tanta classe, somos ainda um povo de uma língua carregada de textura da caatinga. É o "cearês" uma lingagem própria e cheia de enganos, mas recheada de sentimentalismo transmorfo de palavras e neologismos quase cacofônicos. Para os marinheiros de primeira viajem é complicado entender o cearês de primeira, mas aos poucos vai se acostumando. Realmente somente o povo daqui pra criar um universo de palavras, termos, expressões que quase dão uma língua. E por que não ser isso sim uma língua, pois é a pura expressão coloquia de um povo, regional em tudo que...

Vitória contra o Pecado!

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"Se você fizer o bem, não será aceito? Mas se não o fizer, saiba que o pecado o ameaça à porta; ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo". Gen 4:7 É incrível como em momentos de tensão e raiva somos por muitas vezes dominados por um "instinto" quase incontrolável. Ele geralmente nos direciona a fazer o que geralmente nos arrependemos posteriormente. Hoje me lembrei das palavras do Senhor à Caim onde fica exposto que a tomada de descisão, para onde direcionar nosso intento, é plenamente nossa. Sendo assim, podemos até pensar que há forças em nós vencer o pecado, todavia isso é um doloso engano. O pecado está muito mais permeado em nossa vida do que podemos imaginar. O danado já se alastrou por cantos e recantos, recobrindo muitos mais do que a nossa ingênua imaginação pode entender. É como uma metastase que não pode ser controlada. Se não vejamos nossas intensões, quão distorcidas são, não seria assim? mesmo que vez por outra? Note que estamos falando do que ...

A arte do assombro!

Não deixem de ler esse artigo de meu amigo e mentor Ricardo Marques. É mais que atual. É tocante! A Arte do Assombro , BLOG Cotidiano e Fé no Jornal OPOVO!

Letras para que te quero

Letras para que te quero? Para fatigar meus dedos Para camuflar meus sentimentos, Para organizar minhas idéias Para saciar o desejo incontido da mente Para guerrear com palavras Para agredir com a fonemas cacofônicos Para codificar termos que se exprimem no pensar Para... para... para o que mesmo? É tanto "para" que a gente não pára nem para pensar direito! Letras para que te quero? Te quero paras delícias do amor Afagando o desejo do corpo Demostrando o facínio dos olhos Esclarecendo o encanto da vida Gritando para todos Susurando para alguns E de gerundio em gerundio exprimir tudo e a todos fazer sentir-se comuns! Letras para que te quero? Te quero para amizade, para Arder na lareira da missão Chorar no ombro do cuidado Crescer caminhando em mutualidade Servir esvaziando-me em meu ministério Esquecer meus medos e dores Saber que não sou só E no infinitivo das palavras desatar em mim todo o nó! Letras para que te quero? A letra por si só mata! Mas na dança do espírito... gan...

O cronista o chronos e a dívida da vida

De cronista me chamaram De cronista nada sou De cronista só levo a paixão pela pena Que apesar de digital e serena Mostra a vida e seu horror De cronista levo gosto pela palavra, sim Da palavra que não se encerra Que exprime com clareza Mostrando toda a beleza Da arte de ser tamborim O tamborim sempre foi servo Servo para todos agachado Assim sou servo para sempre Afim de que eternamente, Deus seja louvado Mas de vôo em vôo solto um “palavrão” Mostrando que de tudo sempre lanço mão A não ser a Palavra Para evitar com certeza As tramas da natureza Que me embebedam de mim E do grito das palavras Nasce do coração infante Um sonho do cronista Que nada tem de fascista Pois seu verbete é, e sempre será dissonante

Ói eu aqui geeente!

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Aqui estou, seguindo o costume da era atual de aparecer no mundo virtual portado de bons companheiros, o mouse, teclado (ambos com fio) um bom monitor de 19", tudo isso turbinado num Intel Core Duo que estou usando. Não é nenhum puro sangue, mas com 2Gb de memória RAM e um disco rígido de sei lá tantos gigas vem dando pro gasto. E como orquestrador de tudo isso, ainda infante, um Linux Ubuntu 9. Do lado de cá, de forma natural, segue o brutamontes (eu) que como galinha debulha o teclado em busca das letras ideais para dar sentido as palavras que a mente não para de soltar. Infelizmente é uma guerra que já perdi, pois a mente metralha de ideias como um AR-15, enquanto isso, meus dedos estão na era do estilingue. Tire daí a velocidade! Mas passado isso, tenho me esforçado. Aqui estou então! Tão só e tão acompanhado. Esse é meu disfarçe. Minha armadura. Nada mais.